Na semana do Remake de Vale Tudo, o autor do Livro “A Travessia da Terra Vermelha”, Lucius de Mello (famoso tembém por sua obra Eny E o Grande Bordel Brasileiro) reedita seu artigo: “Escrevi uma artigo sobre a leitura dramática que Beatriz Segall fez do meu livro A Travessia da Terra Vermelha (que conta a saga dos refugiados judeus de Rolândia - Paraná) . Foi o último trabalho de Beatriz como atriz um ano e cinco meses antes de morrer ! Ela reforça a luta contra o antissemitismo e a intolerância ! A notícia vale esta semana por conta da estreia do remake da Vale Tudo e da volta da vilã Odete Roitman.

-- Outro olhar para Odete Roitman Ver Odete Roitman mais perto da terra vermelha do Paraná do que dos salões elegantes de Paris parece incoerente com a imagem que a vilã deixou na lembrança dos brasileiros. Porém, essa “contradição” é legítima porque foi causada pela própria Beatriz Segall, atriz que deu vida à personagem criada por Gilberto Braga em 1988, e que até a sua morte, em 2018, nunca mais se livrou dela, carregando a malvada nas costas por cada pedacinho do Brasil e do mundo onde fosse reconhecida pelos fãs. Impossível olhar para madame Segall sem avistar Odete Roitman. Por essa razão, a imagem da megera ressurge sempre, mesmo quando sua intérprete empresta sua voz e o seu talento para fazer uma boa ação, como, por exemplo, um ato voluntário a favor das minorias e dos excluídos. Refiro-me ao episódio em que Beatriz chamou nossa atenção para a crise global dos refugiados — um dos maiores desafio...