Público tem até o dia 29 de março para conferir o musical Ney Matogrosso, Homem com H no Teatro Porto, com sessões às sextas e sábados, às 20h, e aos domingos, às 17h. Com texto de Emílio Boechat e Marilia Toledo, vencedores do Prêmio Bibi Ferreira por este trabalho, o espetáculo tem direção de Marilia Toledo e Fernanda Chamma, com direção musical de Daniel Rocha. No palco, Renan Mattosinterpreta Ney Matogrosso, papel que lhe rendeu os prêmios Bibi Ferreira e DID 2022, além de indicação ao APCA. O ator divide a cena com outros 16 atores e uma banda ao vivo formada por seis músicos. A criação do espetáculo nasceu de uma aproximação direta com Ney Matogrosso. Segundo Marilia Toledo, a montagem surgiu depois que seus sócios, Marcio Fraccaroli e Sandi Adamiu, adquiriram os direitos para um longa-metragem sobre o cantor. “Eu logo pedi para que eles também adquirissem os direitos para levar a história para o teatro. Tivemos um almoço com o Ney, quando pudemos compartilhar com ele nossa visão sobre esse musical”, revela.

Últimas sessões de Ney Matogrosso, Homem com H no Teatro Porto
“Ney é um artista único, com uma visão cênica impressionante. Ele cuida de todas as etapas de sua performance. Além da escolha de repertório e banda, pensa no figurino, na iluminação, na direção geral. E, quando está em cena, transforma-se em diferentes personagens. Ele nunca estudou dança e, quando o assistimos, parece que nasceu sabendo dançar. Mas ele jamais se coreografa. É sempre um movimento livre”, admira-se. Já para Renan Mattos é extremamente desafiador interpretar uma figura tão importante para a nossa cultura. “O Ney é um ser camaleônico, tem um lado íntimo reservado, mas ao mesmo tempo é catártico no palco e apresenta um leque de personas a cada música. Cada uma dessas personas tem algo de místico, de misterioso, de selvagem, um ser ‘híbrido’ como definido por muitos, indecifrável. Então eu não me sinto interpretando o Ney e sim pedindo licença e pegando emprestado tudo aquilo que ele transformou na música e na vida das pessoas, todos os caminhos que ele abriu para pessoas e artistas como eu e isso é muito significativo”. O musical apresenta ao público essa figura tão importante para a nossa cultura, “algo obrigatório para qualquer brasileiro”, como considera Toledo. “A discografia de Ney Matogrosso passeia pelos compositores mais importantes do nosso país, o que reflete a nossa história. E sua história de vida é extremamente interessante. Ele sempre foi um homem absolutamente autêntico. Experimentou e ousou como nenhum outro artista, enfrentando os militares de peito aberto e nu, literalmente”. A montagem Ney Matogrosso – Homem com H explora momentos e canções marcantes na trajetória do cantor sem seguir uma ordem cronológica. A história começa em um show do Secos & Molhados, em plena ditadura militar, quando uma pessoa da plateia o xinga de “viado”. Essa cena se funde com momentos da infância e adolescência do artista. E, dessa forma, outros episódios vão se encadeando na cena. Para contar essa história, Marilia Toledo e Emilio Boechat mergulharam nas três biografias já publicadas sobre Ney Matogrosso, além de matérias jornalísticas, vídeos e o próprio artista. “Com a ajuda do próprio Ney, tentamos ser fiéis aos fatos mais importantes de sua vida privada e profissional, mas com a liberdade lúdica que o teatro pede”, revela a diretora. Em relação às canções do homenageado, o musical também não segue uma cronologia – exceto naqueles momentos em que a dramaturgia precisa ser mais fiel à realidade. As músicas vão sendo encaixadas no contexto de cada cena e as letras acabam estabelecendo um diálogo interessante com a vida de Ney Matogrosso. Quanto à encenação, as diretoras apostam em um ensemble potente, que apoia o protagonista do começo ao fim – e praticamente sem sair de cena. As trocas de figurinos e até maquiagens, inclusive, são feitas na frente do público, brincando com as ideias de oculto e explícito o tempo todo. Além da própria trajetória do homenageado, o musical discute um tema cada vez mais relevante para a realidade brasileira: a liberdade. “Principalmente, a liberdade de ser quem se é, a qualquer custo. Ney combateu a ditadura não com palavras, mas com sua atitude cênica, entrando maquiado e praticamente nu no palco e na televisão, na época de maior censura que o país já viveu. As ambiguidades que ele sempre trouxe para o público foram pauta na década de 70 e permanecem em pauta até os dias de hoje. Ele também sempre foi adepto do amor livre e deixou clara a sua bissexualidade desde o início”, destaca Toledo. Outro aspecto que tem bastante importância na montagem são os icônicos e provocantes figurinos de Ney Matogrosso. A diretora conta que a figurinista Michelly X fez uma intensa pesquisa dos trajes originais usados pelo artista-camaleão para poder reproduzi-los com bastante fidelidade. “Para a direção musical, demos total liberdade a Daniel Rocha na concepção musical e sonora. Ele tem uma inteligência profunda na arte de contar histórias por meio de seus arranjos e escolhas de instrumentos e vozes para cada momento da trama”. Sinopse A peça mostra momentos marcantes da vida e carreira de Ney Matogrosso, costurando episódios da infância, juventude e explosão artística. Sem seguir uma ordem cronológica, a narrativa mistura fatos reais, imagens poéticas, que dialogam com sua trajetória. Ficha Técnica Texto: Marilia Toledo e Emílio Boechat. Direção: Fernanda Chamma e Marilia Toledo. Coreografia: Fernanda Chamma. Direção Musical: Daniel Rocha. Cenografia: Carmem Guerra. Figurinos: Michelly X. Visagismo: Edgar Cardoso. Desenho de som: Eduardo Pinheiro. Desenho de luz: Fran Barros & Tulio Pezzoni. Preparação vocal: Andréia Vitfer. Realização: Paris Cultural. Patrocínio: Porto Seguro Produção Geral: Paris Cultural Elenco por ordem alfabética: Renan Mattos (Ney), Bruno Boer (Ney Cover), Bruno Narchi (Cazuza), Vinícius Loyola e Nando Motta (João Ricardo, Nilton Travesso e Luís Fernando Guimarães), Giselle Lima (Beíta, Renate Beija-Flor e Sandra Pera), Hellen de Castro (Rita Lee, Sylvia Orthof, Gilda e Yara Neiva), Enrico Verta (Gerson Conrad, Eugênio, André Midani e Frejat), Abner Debret (Vicente Pereira e Vitor Martins), Maria Clara Manesco (Luli, Lidoka e Fã), Tatiana Toyota (Elvira, Rosinha de Valença) Léo Rommano (Titinho, Moracy do Val e Arthur Moreira Lima), Ju Romano (Lena, Regina Chaves), Lucas Colombo (Marco de Maria), Maurício Reducino (Ensemble), Murilo Armacolo (Ney jovem e Mazzola), Valffred Souza (Ensemble), Vitor Vieira (Matogrosso e Guilherme Araújo) e Oscar Fabião (Dódi e Grey). Banda Teclado 1 e Regência - Rodrigo Bartsch Teclado 2 e sub de Regência - Renan Achar Bateria e percussão - Kiko Andrioli Trombone, Trompete, Flugel - Renato Farias Baixo Elétrico, acústico e violão - Eduardo Brasil Reed (Sax Tenor, Clarinete, Clarone, Flauta) - Tico Marcio Serviço NEY MATOGROSSO – HOMEM COM H Temporada: Até 29 de março de 2026. Sessões: Sextas e sábados às 20h e domingos às 17h. Duração do espetáculo: 3 h (com 15 minutos de intervalo) Ingressos: LOTE 1 Preço Popular R$50 (plateia/balcão/frisas) LOTE 2 Plateia: R$ 175 Balcão e frisa: R$ 140 LOTE 3 Plateia: R$ 200 Balcão e frisa: R$ 160 LOTE 4 Plateia: R$ 250 Balcão e frisa: R$ 200 Obs. O ingresso PREÇO POPULAR é válido para todos os clientes e segue o plano de democratização da Lei Rouanet e está sujeito à cota estabelecida por Lei para este valor. O comprovante para compras ao valor de meia entrada é obrigatório e deverá ser apresentado na entrada do espetáculo. TEATRO PORTO Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo. Telefone (11) 3366.8700 Bilheteria: Aberta somente nos dias de espetáculo, duas horas antes da atração. Clientes Cartão Porto Bank mais acompanhante têm 50% de desconto. Clientes Porto mais acompanhante têm 30% de desconto. Vendas: www.sympla.com.br/teatroporto Capacidade: 484 lugares. Formas de pagamento: Cartão de crédito e débito (Visa, Mastercard, Elo e Diners). Acessibilidade: 10 lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos. Estacionamento no local: Gratuito para clientes do Teatro Porto. O Teatro Porto oferece a seus clientes uma van gratuita partindo da Estação da Luz em direção ao prédio do teatro. O local de partida é na saída da estação, na Rua José Paulino/Praça da Luz. No trajeto de volta, a circulação é de até 30 minutos após o término da apresentação. E possui estacionamento gratuito para clientes do teatro.

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